segunda-feira, 24 de maio de 2010

Entrevista com o teólogo do Papa sobre a ação do demônio

Por sua ação contra o homem, "devemos tomar o demônio muito a sério", mas sem esquecer em nosso caminho a confiança no amor de Deus, um amor "mais forte que tudo", cuja misericórdia "vence todo obstáculo", explica o cardeal Georges-Joseph Marie Martin Cottier, O.P., teólogo da Casa Pontifícia.
Acontecimentos como o de 24 de julho de 2004, na catedral de Santiago do Chile, o padre Faustino Gazziero foi assassinado por um jovem que proferia gritos satânicos, isso quando o sacerdote acabara de celebrar a Eucaristia-- suscitam a questão da influência maligna na pessoa e na sociedade.
Nesta entrevista, o cardeal Cottier aborda a ação real do demônio no mundo, suas causas, conseqüências e o motivo de esperança para o homem.
1. Neste grande mistério do mal, quanto conta a ação do diabo e que parte tem ao contrário a responsabilidade do homem?
O diabo é o grande sedutor porque tenta levar o homem ao pecado apresentando o mal como o bem. Mas nossa falta responsabilidade conduz à queda porque a consciência tem capacidade de distinguir o que é bom e o que é mal.
2. Por que o diabo quer induzir o homem ao pecado?
O diabo quer arrastar consigo o homem porque ele mesmo é um anjo decaído. A queda do primeiro homem esteve precedida pela queda dos anjos.
3. É uma heresia afirmar que também o diabo forma parte do projeto de Deus?
Satanás foi criado por Deus como anjo bom porque Deus não cria o mal. Tudo o que sai da mão criadora de Deus é bom. Se o demônio se converteu em mal é por sua culpa. É ele que fazendo mal-uso de sua liberdade se fez mal.
4. Haverá alguma vez redenção para o demônio, como afirma algum teólogo?
Propomos uma premissa: o homem caiu no pecado porque o primeiro pecador, ou seja, o demônio, arrastou-o a seu abismo do mal. De que se trata sua substância? De rejeição de Deus e, sobretudo, da oposição ao Reino de Deus como projeto de providência sobre o mundo. Esta rejeição que nasce da liberdade de uma criatura como o diabo é uma rejeição total, irremediável e radical, como se diz também no catecismo da Igreja Católica.
5. Então nenhuma esperança de que ao final a misericórdia de Deus possa vencer o ódio do diabo?
O caráter perfeito da liberdade do anjo decaído faz que sua eleição seja definitiva. Isto não significa pôr um limite à misericórdia de Deus, que é infinita. O limite está constituído pelo uso que o diabo faz da liberdade. É ele que impede a Deus de cancelar seu pecado.
6. Por que o diabo, que é espírito inteligentíssimo, usa dessa maneira essa liberdade que é em qualquer caso sempre um dom de Deus?
Aqui estamos ante o mistério. O mistério do mal é antes de tudo o mistério do pecado. Somos golpeados justamente pelos males físicos, mas existe um mal muito mais radical e mais triste que é o mal do pecado. O diabo se estabeleceu em sua rejeição. Também o pecado do anjo é sempre mais grave que o do homem. O homem tem tantas debilidades em si que de alguma maneira sua responsabilidade pode ficar velada; o anjo, sendo espírito puríssimo, não tem desculpas quando elege o mal. O pecado do anjo é uma eleição tremenda.
7. Parece impossível que um anjo criado na luz de Deus tenha podido eleger o mal...
Quando falamos de um anjo decaído por causa do pecado enfrentamos um tema muito grave e, portanto, devemos tratá-lo com grande seriedade. Na tentação do homem temos quase um reflexo do que foi o próprio pecado do anjo. Eis aqui a sedução suprema: pôr-se no lugar de Deus. Inclusive Satanás não reconheceu sua condição de criatura.
8. Por que o demônio é chamado príncipe deste mundo?
É uma expressão do Evangelho de João. Significa que o mundo, quando esquece de Deus, é dominado pelo pecado. A ação do demônio está guiada pelo ódio para com Deus e pode fazer graves danos quando seguimos suas tentações. O mal principal do demônio é o mal espiritual, o do pecado. Esta ação toca tanto o indivíduo como a sociedade.
9. Deus não teria podido impedir tudo isto?
Sim, mas permitiu que tanto o demônio como o homem tivessem a liberdade de atuar e, às vezes, de pecar. É um mistério tremendo. São Paulo diz: "Tudo é para o bem dos que amam a Deus". Quando, portanto, estamos com Deus, inclusive o mal contribui a nosso bem.
10. Difícil de aceitar...
Pensemos nos mártires. No extraordinário bem espiritual que, à luz da fé, deriva-se de uma tragédia como um martírio. Santo Agostinho, comentando a Paulo, diz: "Deus não teria permitido o mal se não quisesse fazer deste mal um bem maior". Há bens que a humanidade não teria conhecido se não tivesse estado na presença do pecado e do mal. É difícil afirmar isto, mas é a verdade.
11. Como o diabo atua na realidade de todos os dias?
Podemos compreender isso por algumas expressões do Evangelho de João, ali onde se diz que o demônio é homicida desde o princípio. Ou seja, é destruidor e faz morrer, tanto em sentido próprio como espiritualmente. Por isso é chamado o grande tentador.
12. Referimo-nos ao diabo quando no "Pai Nosso" dizemos "não nos deixes cair em tentação"?
Sim, pedimos a Deus resistir à tentação. É errado pensar que toda tentação venha do demônio, mas as mais fortes e mais sutis, as mais espirituais, têm certamente sua contribuição. E são tanto tentações individuais como coletivas. O demônio atua sobre a história humana. Sua influência é negativa. A morte, o pecado, a mentira são sinais de sua presença no mundo.
13. Diz-se que nem todas as tentações vêm do demônio. De que outra coisa devemos nos guardar então?
A tradição cristã nos diz que as fontes de tentações são três. A mais terrível, certo, é a do demônio. Depois está o mundo, a sociedade. E finalmente está na "carne", isto é, nós mesmos. São João da Cruz diz que destas três tentações a mais perigosa é a última, ou seja, nós mesmos. Para cada um de nós o inimigo mais pérfido é si mesmo. Antes de atribuir as tentações ao demônio e ao mundo, pensemos em nós mesmos. Aqui encontramos também a importância da humildade e do discernimento. O Espírito Santo nos dá o dom do discernimento e nos preserva da soberba de confiar demasiado em nós mesmos.
14. Qual é a atitude mais correta que o cristão deveria observar frente ao mistério do maligno?
Não se esquecer que a paixão e a morte de Jesus triunfaram para sempre sobre o demônio. Isso é uma certeza, São Paulo diz. A fé é a vitória sobre o pai do pecado e da mentira. Isto quer dizer que o demônio, sendo uma criatura, não tem um poder infinito. Apesar de todos seus esforços o demônio nunca poderá impedir a edificação do Reino de Deus, que cresce pese a todas as perseguições. O cristão, graças à fidelidade na fé, vence o mal.

Os católicos adoram os santos?

Alessandro Lima
."Pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Lot, que estava assentado à porta da cidade, ao vê-los, levantou-se e foi-lhes ao encontro e prostrou-se com o rosto por terra" (Gn 19,1).

Todo católico já deve ter sido interpelado por um protestante a respeito do uso das imagens na Igreja Católica. Suas perguntas nesta matéria sempre vêm com a acusação de que nós católicos somos idólatras porque fazemos uso das imagens. O mais interessante e também triste é que normalmente essas pessoas se dizem ex-católicas. E não me surpreendo em sempre verificar que foram “católicos” muito mal formados ou totalmente ignorantes da doutrina que dizem ter professado.

Será que esses ex-“católicos” já leram no Catecismo da Igreja Católica o ensino da Igreja sobre o uso das imagens? Lá encontramos:

2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens.

2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:

«O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).” (Catecismo da Igreja Católica, 2131-2132.)

Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como, por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.

Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia? Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar um ídolo que vai roubar a adoração devida somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção.

"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)

"E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)

"Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4).

Embora a Bíblia mostre claramente em quais casos a confecção das imagens é permitida, os “leitores da bíblia” proíbem o uso das imagens em qualquer caso, desta forma extrapolando indevidamente o mandamento de Deus.



Ajoelhar-se e prostar-se é sempre adoração ou idolatria?

Dizem ainda que nós católicos somos idólatras porque nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos. Esta acusação demonstra uma tremenda ignorância por parte dos protestantes entre o culto de adoração (latria) e o culto de veneração (dulia). A própria Escritura que eles dizem conhecer e seguir dá testemunho da distinção entre as duas coisas.

Ajoelhar-se também é um sinal de reverência e veneração. Os súbitos devem prestar veneração pelos Reis, ou por uma autoridade suprema. O filho pelos pais, os alunos pelos professores e os discípulos pelo mestre. Tudo isso está em conformidade com a ordem estabelecida por Deus. Vejamos alguns exemplos na Sagrada Escritura:

"Pela terceira vez, mandou o rei [Ocozias da Samaria] um chefe com os seus cinqüenta homens, o qual, chegando aonde estava Elias, pôs-se de joelhos e suplicou-lhe, dizendo: Peço-te, ó homem de Deus, que a minha vida tenha algum valor aos teus olhos e a destes cinqüenta homens teus servos " (2Rs 1,13).

Na passagem acima um mensageiro do Rei Ocozias da Samaria põe-se de joelhos diante do Profeta Elias. Por que faz isso? Para suplicar-lhe que permita viver com seus cinqüenta companheiros de viagem, pois antes Elias mandou vir fogo do céu sobre duas equipes anteriores. O ato de súplica não é um ato de adoração, mas de humildade, de rebaixamento, onde se reconhece no outro sua superioridade ou seu poder de atender-lhe um pedido.

Nós católicos quando nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos, não estamos adorando ídolos, mas dirigindo nossa súplica aos nossos irmãos na fé que representados por suas imagens já se encontram na presença de Deus. O ajoelhar-se do católico aí é um ato de súplica e não de adoração. Com efeito, ensina o Catecismo da Igreja Católica”

956. A intercessão do santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (Lumen Gentium 49)

Será que os ex-“católicos” alguma vez leram este parágrafo do Catecismo? Sinceramente, eu duvido... Vejamos outro interessante testemunho da Escritura Sagrada:

"Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra" (Gn 18,2).

O texto sagrado testemunha que Abraão prostra-se ao ver os três anjos do Senhor. Devemos acusar o Patriarca de idolatria? Obviamente que Abraão não estava adorando os anjos, pois se fosse este o caso eles o teriam repreendido, como fez o anjo que revelava o apocalipse a S. João (cf. Ap 22,8-9). Entretanto, Abraão estava prestando-lhes culto de reverência, reconhecendo a condição superior dos anjos de Deus.

"Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus" (Mt 5,19).

Ora, por acaso não são os santos exatamente aquelas pessoas que venceram na fé e que agora podem ser consideradas grandes no Reino dos Céus como ensinou Nosso Senhor? Cabe ainda lembrar que para o Senhor o menor no Reino do Céu é maior do que qualquer um que esteja vivendo na terra (cf. Mt 11,11).

Embora os atos de veneração e súplica sejam externamente iguais à reverência que se deve somente a Deus, internamente são coisas bem distintas e a própria Escritura Sagrada distingue bem as duas coisas. Mais alguns exemplos interessantes:

"Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda" (Ex 18,7).

"Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele" (1Sm 25,23).

Porém, alguém poderia levantar a seguinte objeção: “mas, os exemplos dados são de pessoas vivas venerando pessoas vivas e não mortas”. Primeiramente, isso não é totalmente verdade já que os anjos do Senhor não podem ser considerados “pessoas vivas”, mas seres espirituais. Em segundo lugar, os santos que estão no céu também são seres espirituais. Em terceiro, a Escritura dá testemunho da veneração do rei Saul ao profeta Samuel já falecido:

"Qual é o seu aspecto? É um ancião, envolto num manto. Saul compreendeu que era Samuel, e prostrou-se com o rosto por terra" (1Sm 28,14).

Mais sobre atos de veneração podem ser encontrados em Gn 23,12; Gn 33,3; Ex 18,7; 1Sm 25,41; 2Sm 9,6; 14,4.

Adorar é reconhecer a divindade e oferecer sacrifício

Deus condena a confecção de ídolos, pois o ídolo leva as pessoas a prestarem a ele o culto que só se deve a Deus: o culto de adoração. Adorar um ato de reconhecimento da divindade e oferecimento de sacrifício.

Os pagãos realmente adoravam seus ídolos, pois lhes reconheciam a divindade e lhes ofereciam sacrifício:

"Habitando os israelitas em Setim, entregaram-se à libertinagem com as filhas de Moab. Estas convidaram o povo aos sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e prostrou-se diante dos seus deuses" (Nm 25,1-2).

"Em vão Acaz tinha despojado o templo do Senhor, o palácio real e os príncipes para fazer presentes ao rei da Assíria. Tudo isso de nada lhe valeu. Embora estivesse angustiado, o rei Acaz continuou seus crimes contra o Senhor. Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado: São, dizia ele, os deuses dos reis da Síria que lhes vêm em auxílio; oferecer-lhes-ei, portanto, sacrifícios para que me ajudem igualmente. Mas foram a causa de sua queda e de todo o Israel" (2Cr 28,21-23).

No segundo livro dos Reis encontramos o conceito completo de idolatria por meio de sua condenação:

"O Senhor tinha feito com eles uma aliança e lhes tinha dado a seguinte ordem: Não adorareis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles; não lhes prestareis culto, e não lhes oferecereis sacrifícios" (2Rs 17,35).

Os pagãos prostravam-se diante de seus ídolos não para reconhecerem neles instrumentos e servos de Deus de condição superior a nossa e que são capazes de interceder por nós junto a Deus, mas crendo que eram deuses verdadeiros e portanto capazes de eles mesmos realizarem milagres.

Em 2Rs 17,35 Deus apresenta a doutrina em sentido negativo. No versículo seguinte encontramos o conceito da verdadeira adoração:

"Mas temei ao Senhor que vos tirou do Egito com o poder de seu braço. A ele temereis, diante dele vos prostrareis e a ele oferecereis os vossos sacrifícios" (2Rs 17,36).

Somente a Deus devemos nos prostrar reconhecendo-lhe a divindade e oferecendo-lhe o sacrifício devido.

Os verdadeiros idólatras de nosso tempo são aqueles que oferecem sacrifício de animais (geralmente galinhas e carneiros) aos seus falsos deuses. Os protestantes não adoram a Deus, apenas o louvam. Seu culto é apenas um culto de louvor e não de adoração. Só no catolicismo se adora a Deus, pois na Santa Missa é oferecido a Deus o cordeiro imaculado que é Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme sua própria prescrição (cf. Mt 14,22-25; Lc 22,17-20; 1Cor 11,23-29).

Os católicos adoram os santos?

Alessandro Lima

"Pela tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Lot, que estava assentado à porta da cidade, ao vê-los, levantou-se e foi-lhes ao encontro e prostrou-se com o rosto por terra" (Gn 19,1).

Todo católico já deve ter sido interpelado por um protestante a respeito do uso das imagens na Igreja Católica. Suas perguntas nesta matéria sempre vêm com a acusação de que nós católicos somos idólatras porque fazemos uso das imagens. O mais interessante e também triste é que normalmente essas pessoas se dizem ex-católicas. E não me surpreendo em sempre verificar que foram “católicos” muito mal formados ou totalmente ignorantes da doutrina que dizem ter professado.

Será que esses ex-“católicos” já leram no Catecismo da Igreja Católica o ensino da Igreja sobre o uso das imagens? Lá encontramos:

2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens.

2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:

«O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).” (Catecismo da Igreja Católica, 2131-2132.)

Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como, por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.

Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia? Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar um ídolo que vai roubar a adoração devida somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção.

"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)

"E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)

"Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4).

Embora a Bíblia mostre claramente em quais casos a confecção das imagens é permitida, os “leitores da bíblia” proíbem o uso das imagens em qualquer caso, desta forma extrapolando indevidamente o mandamento de Deus.



Ajoelhar-se e prostar-se é sempre adoração ou idolatria?

Dizem ainda que nós católicos somos idólatras porque nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos. Esta acusação demonstra uma tremenda ignorância por parte dos protestantes entre o culto de adoração (latria) e o culto de veneração (dulia). A própria Escritura que eles dizem conhecer e seguir dá testemunho da distinção entre as duas coisas.

Ajoelhar-se também é um sinal de reverência e veneração. Os súbitos devem prestar veneração pelos Reis, ou por uma autoridade suprema. O filho pelos pais, os alunos pelos professores e os discípulos pelo mestre. Tudo isso está em conformidade com a ordem estabelecida por Deus. Vejamos alguns exemplos na Sagrada Escritura:

"Pela terceira vez, mandou o rei [Ocozias da Samaria] um chefe com os seus cinqüenta homens, o qual, chegando aonde estava Elias, pôs-se de joelhos e suplicou-lhe, dizendo: Peço-te, ó homem de Deus, que a minha vida tenha algum valor aos teus olhos e a destes cinqüenta homens teus servos " (2Rs 1,13).

Na passagem acima um mensageiro do Rei Ocozias da Samaria põe-se de joelhos diante do Profeta Elias. Por que faz isso? Para suplicar-lhe que permita viver com seus cinqüenta companheiros de viagem, pois antes Elias mandou vir fogo do céu sobre duas equipes anteriores. O ato de súplica não é um ato de adoração, mas de humildade, de rebaixamento, onde se reconhece no outro sua superioridade ou seu poder de atender-lhe um pedido.

Nós católicos quando nos ajoelhamos diante das imagens dos santos e lhe fazemos pedidos, não estamos adorando ídolos, mas dirigindo nossa súplica aos nossos irmãos na fé que representados por suas imagens já se encontram na presença de Deus. O ajoelhar-se do católico aí é um ato de súplica e não de adoração. Com efeito, ensina o Catecismo da Igreja Católica”

956. A intercessão do santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (Lumen Gentium 49)

Será que os ex-“católicos” alguma vez leram este parágrafo do Catecismo? Sinceramente, eu duvido... Vejamos outro interessante testemunho da Escritura Sagrada:

"Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra" (Gn 18,2).

O texto sagrado testemunha que Abraão prostra-se ao ver os três anjos do Senhor. Devemos acusar o Patriarca de idolatria? Obviamente que Abraão não estava adorando os anjos, pois se fosse este o caso eles o teriam repreendido, como fez o anjo que revelava o apocalipse a S. João (cf. Ap 22,8-9). Entretanto, Abraão estava prestando-lhes culto de reverência, reconhecendo a condição superior dos anjos de Deus.

"Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus" (Mt 5,19).

Ora, por acaso não são os santos exatamente aquelas pessoas que venceram na fé e que agora podem ser consideradas grandes no Reino dos Céus como ensinou Nosso Senhor? Cabe ainda lembrar que para o Senhor o menor no Reino do Céu é maior do que qualquer um que esteja vivendo na terra (cf. Mt 11,11).

Embora os atos de veneração e súplica sejam externamente iguais à reverência que se deve somente a Deus, internamente são coisas bem distintas e a própria Escritura Sagrada distingue bem as duas coisas. Mais alguns exemplos interessantes:

"Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda" (Ex 18,7).

"Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele" (1Sm 25,23).

Porém, alguém poderia levantar a seguinte objeção: “mas, os exemplos dados são de pessoas vivas venerando pessoas vivas e não mortas”. Primeiramente, isso não é totalmente verdade já que os anjos do Senhor não podem ser considerados “pessoas vivas”, mas seres espirituais. Em segundo lugar, os santos que estão no céu também são seres espirituais. Em terceiro, a Escritura dá testemunho da veneração do rei Saul ao profeta Samuel já falecido:

"Qual é o seu aspecto? É um ancião, envolto num manto. Saul compreendeu que era Samuel, e prostrou-se com o rosto por terra" (1Sm 28,14).

Mais sobre atos de veneração podem ser encontrados em Gn 23,12; Gn 33,3; Ex 18,7; 1Sm 25,41; 2Sm 9,6; 14,4.

Adorar é reconhecer a divindade e oferecer sacrifício

Deus condena a confecção de ídolos, pois o ídolo leva as pessoas a prestarem a ele o culto que só se deve a Deus: o culto de adoração. Adorar um ato de reconhecimento da divindade e oferecimento de sacrifício.

Os pagãos realmente adoravam seus ídolos, pois lhes reconheciam a divindade e lhes ofereciam sacrifício:

"Habitando os israelitas em Setim, entregaram-se à libertinagem com as filhas de Moab. Estas convidaram o povo aos sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e prostrou-se diante dos seus deuses" (Nm 25,1-2).

"Em vão Acaz tinha despojado o templo do Senhor, o palácio real e os príncipes para fazer presentes ao rei da Assíria. Tudo isso de nada lhe valeu. Embora estivesse angustiado, o rei Acaz continuou seus crimes contra o Senhor. Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado: São, dizia ele, os deuses dos reis da Síria que lhes vêm em auxílio; oferecer-lhes-ei, portanto, sacrifícios para que me ajudem igualmente. Mas foram a causa de sua queda e de todo o Israel" (2Cr 28,21-23).

No segundo livro dos Reis encontramos o conceito completo de idolatria por meio de sua condenação:

"O Senhor tinha feito com eles uma aliança e lhes tinha dado a seguinte ordem: Não adorareis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles; não lhes prestareis culto, e não lhes oferecereis sacrifícios" (2Rs 17,35).

Os pagãos prostravam-se diante de seus ídolos não para reconhecerem neles instrumentos e servos de Deus de condição superior a nossa e que são capazes de interceder por nós junto a Deus, mas crendo que eram deuses verdadeiros e portanto capazes de eles mesmos realizarem milagres.

Em 2Rs 17,35 Deus apresenta a doutrina em sentido negativo. No versículo seguinte encontramos o conceito da verdadeira adoração:

"Mas temei ao Senhor que vos tirou do Egito com o poder de seu braço. A ele temereis, diante dele vos prostrareis e a ele oferecereis os vossos sacrifícios" (2Rs 17,36).

Somente a Deus devemos nos prostrar reconhecendo-lhe a divindade e oferecendo-lhe o sacrifício devido.

Os verdadeiros idólatras de nosso tempo são aqueles que oferecem sacrifício de animais (geralmente galinhas e carneiros) aos seus falsos deuses. Os protestantes não adoram a Deus, apenas o louvam. Seu culto é apenas um culto de louvor e não de adoração. Só no catolicismo se adora a Deus, pois na Santa Missa é oferecido a Deus o cordeiro imaculado que é Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme sua própria prescrição (cf. Mt 14,22-25; Lc 22,17-20; 1Cor 11,23-29).

Oração: Quando eu estou enfrentando a Tentação

Bem-aventurado os que resistem à tentação. Os que passarem pelo teste receberão a coroa da vida que o Senhor prometeu para aqueles que o amam”(Tg 1,12)
“Jesus disse: Vigiem e orem para que não caiam em tentação; o espírito está pronto, mas a carne é fraca”(Mt 26,41).

Senhor meu Deus, mais do que nunca preciso ficar perto de Ti, pois em Ti esta minha segurança e minha fortaleza para que eu possa resistir às tentações que hoje se abatem sobre mim, e vem com tanta força que parece que não vou resistir… dai-me a fortaleza de Jesus que no momento do Golgota resistiu, mesmo tento suado sangue… assim quando Ele no deserto o demônio lhe ofereceu saciar sua fome, riqueza e poder para corromper seu coração….Ele soube resistir, hoje se abate sobre mim diversas tentações; diga a sua tentação ( as vezes de vingança, as vezes sexualidade …seja na masturbação, pornografia, homossexualidade , lesbianismo, prostituição, vícios de bebidas, drogas, traição, adultério, roubar, agredir… ficar xingando, gritar, ofender, ficar remoendo o passado, querendo morrer ou ficar doente, principalmente aquela pessoa que vem sempre me convidar para ir com ela fazer o que não devo….)…..lava-me Jesus deste mal, lava-me os meus ouvidos que ouve estas ouvem estas tentações e elas ficam martelando na minha cabeça…vai aliviando estes sentimentos e estes pensamentos que mais parecem uma loucura…algo desenfreado que entrou na minha alma…nos meus desejos… na minha vontade, é como se fizessem parte de mim e me alimentassem disto para viver …mas sinto nojo de tudo isto…quero me libertar desta perseguições e desta tentações….vem anjos de Deus combater por mim…vem anjos da virtudes preencher este vazio corrompido por este mal…vem me libertar de todas esta contaminações que entraram no meu inconsciente e foi me dilacerando….dai-me senhor esta graça de resistir por mais um dia….lava-me todas as áreas atingidas com seu sangue redentor e que todo meu interior seja moldado no seu e como Jesus sob resistir a tudo isto. Dai-me a graça de Santificar meus sentimentos e acalmar toda esta ansiedade que alimenta minha vida e minhas necessidades interiores…. purifica meus olhos para que eu veja como Jesus via, purifica meus ouvidos para ouvir como Jesus ouvia, purifica minha boca para que eu possa falar como Jesus, purifica meu corpo para que seja tão cheio de graça como o de Jesus….dai-me todo entendimento como o de Jesus…

Obrigado Jesus e que eu possa descansar hoje em teus braços, que eu possa dormir nos teus braços e que teus anjos me acompanhem durantes estes dias para me proteger e ter força para superar estas tentações sempre…..Amem
Obrigado Senhor por me atender e me capacitar para vencer todo mal, estas tentações…. Amém… Aleluia…

Pe. Vagner Baia

Oração: Libertando-se dos Vícios

Pai de infinita bondade, quero hoje tomar uma firme decisão na minha vida de me libertar destes vícios, por causa de tantas dependências que ao longo das existências foram sendo assimiladas na minha história e acabei sendo escravo e hoje vivo uma vida totalmente miserável, não quero mais ser assim Senhor, pois me fizestes livre.

Sei que não é culpa sua, e nem posso culpar ninguém, e nem quero hoje fazer isto, para que eu não transfira esta minha dependência a ninguém.
Hoje são diversos os vícios que dominam nossa vida, assim os das drogas, seja ela a maconha, cocaína, crack, de medicamentos que são estimulantes, stasy, LSD e outras drogas correlacionadas, toda dependência do álcool, seja na cerveja, no vinho ou em bebidas destiladas, eu só quero hoje me libertar desta mal que esta fazendo de minha vida um inferno, lava-me Jesus com teu sangue redentor.

Seja outros vícios de consumismo, que é uma obsessão de comprar roupas, sapatos, bijuterias, jóias, perfumes, utensílios domésticos ou mesmo comprar coisas sem necessidade, seja de comidas, seja a dependência de comer compulsivamente doces, chocolates e outras guloseimas, de ficar mascando chicletes criando hábitos compulsivos, vem Jesus me lavar deste mal, desta fraqueza que hoje tomo consciência que preciso me libertar e este é meu desejo, vem Jesus com seu Espírito Santo invada todas estas áreas de minha vida e faça uma obra nova dentro de mim, arrancando todas estas situações que me escraviza, me liberta senhor destas fraqueza preciso ser uma pessoa nova.

Hoje tomo consciência de todo hábito compulsivo de ficar olhando no espelho, de ficar mexendo no cabelo, roendo as unhas, falando sozinho, gesticulando sozinho, lavando as mãos, piscando, ou mesmo de ficar abrindo e fechando as portas, abrindo a porta da geladeira e fechando sem necessidade alguma, vem Senhor com teu poder mexer nesta áreas afetadas do meu inconsciente que precisam ser remodeladas, cura Senhor o que foi afastado por estes impulsos compulsivos, Para que a hora que for fazer o Senhor me dê a graça de curá-los, não posso continuar vivendo assim tão dependentes

Liberta-me Senhor com teu sangue redentor.
Sei que muitos vícios tem influencia malignas, porque nestes lugares de ocultismo, de espiritismo, fazem as pessoas receberem cachimbadas, sopram sobre as pessoas fumaça , e as vezes as pessoas comem e bebem coisas consagradas nestes lugares , oferecem ali bebidas destiladas, cigarros, charutos, vinhos, que são dados aquelas entidades, e muito daqueles espíritos malignos tem outros vícios na sexualidade, na prostituição,masturbação,sexo com animais, devassidão, e cria no homem uma obsessão, quero renunciar pelo sangue de Jesus tudo que esta em mim tem estas influencias malignas…. Lava-me com teu sangue de todo estes mal, de toda influência maligna destes vícios vindo destes lugares, quero ser uma pessoa nova renascida em Cristo, santificada no seu sangue redentor.

Quero assumir na minha vida, de que grande parte disto foi minhas fraquezas que assumiram por causa de minha personalidade fraca, e outras me deixei influenciar por diversas situações de amigos, colegas de trabalho, colegas de laser, colegas de escolas ou da rua, outras ainda que aprendi dentro da minha própria casa e outras vem na história da minha família que estão me influenciando, vem sangue de Jesus me libertar destas influencias, eu preciso desta graça em minha vida.

Senhor como fui ingênuo,de ter permitido tal influência deste vício que ele entrasse na minha v ida , achando que eu tinha controle de tudo, e que eu parava a hora que queria, agora vejo como me tornei escravo deste dependência, porque este maldito vício entrou no meu inconsciente, no meu consciente, na minha corrente sanguínea, acabou entrando no meu cérebro, no meu metabolismo, e agora eu vejo como é difícil parar e mudar esta situação, necessito hoje da tua força, da tua ajuda e da tua libertação, lava-me com teu sangue redentor Senhor Jesus.

Hoje vejo Senhor Jesus, como tu foste livres e esta é a sua vontade para nos, que não fossemos escravo de nada, não nos tornássemos dependente de coisa alguma, quero viver esta experiência em minha vida, sei que vai ser uma luta, um grande combate, contra um inimigo que esta dentro de mim, me corroendo, me consumindo, me levando a ter atitudes de agressiva, de mentir, de roubar e enganar por causa deste fraqueza que habita em mim, me sinto usado pelas pessoas que me levaram a esta dependência, muitos me exploram por causa disto e acabo usando até mesmo meu dinheiro de forma errada para suprir esta necessidade e quando não tenho acabo fazendo roubos ou me endividando., vem Jesus me lavar deste mal terrível, vem me libertado inteiramente o meu biológico, meu psicológico, Esta ânsia de minhas atitudes dependentes deste mal que me corrói , lava-me Jesus com teu sangue.

Sei que toda esta dependência tem uma causa profunda na minha vida, pode ter sido por causa minhas carências afetivas com relação a minha maternidade, toda e qualquer rejeição que venha de minha mãe desde, minha concepção, tudo que passei no ventre materno, na minha faze oral, da amamentação, da alimentação e dependências de minha mãe de medicamentos, vícios de cigarros, bebidas, chocolates, doces, guloseimas, tudo que pode estar relacionado nesta situação da dependência que hoje vivo, lava-me Jesus destas lembranças interiores no meu inconsciente vindo de minha mãe.
Quero hoje também lembrar de meu pai, se é por causa dele que me tornei dependente destes vícios, tudo que vem dele da sua história genética, ou mesmo de seus vícios seja do álcool, cigarros, de drogas, medicamentos, compulsão sexual, pornografias, que já vem na sua genética, ou por causa de suas rejeições, toda falta de afeto, de amizade, de acolhida ou mesmo de ser tratado como filho e não como um estranho , às vezes numa forma de puni-los inconscientemente acabei buscando refúgios nesta situação de dependência, quero hoje Jesus perdoá-lo se for necessário, te pedir que me lave com teu sangue todas estas áreas atingidas por estas fraquezas.

Senhor seja qual for o motivo na minha história, sei que tem o poder de me libertar, de me curar seja qual for a dependência e onde que ela estiver enraizada dentro de mim, tu pode curá-las, permito que isto hoje aconteça, sei que é preciso de minha conscientização e da minha liberdade para que possas agir, sei também que será uma luta de cada dia, terei que criar uma abstinência para cada dia, assim como fui permitindo ele entrar em mim, vai saindo da mesma forma…. Sei Senhor que não será fácil, mas será possível com a tua graça e com teu poder.

Vem sangue de Jesus me lavando meus olhos para que eu veja com teus olhos cada gesto meu, minhas atitudes e o caminho que percorro e a onde estou indo, lava meus ouvidos para eu seja estimulado pelas tuas palavras de perdão e reconciliação, lava minha boca para que ela seja libertada de toda necessidade de me alimentar destes vícios, lava meu inconsciente de toda acusação seja contra quem for… Hoje mais que nunca quero me sentir livre de todos estes males.
Amém! Louvado Sejas tu por esta libertação dos meus vícios…
Pe. Vagner Baia

sábado, 22 de maio de 2010

Qual o significado das procissões?

As procissões são manifestações muito antigas da piedade popular cristã, aprovadas pela Igreja. Somos seres humanos de corpo e alma; logo, a fé se manifesta também de maneira visível e corporal, com sinais sensíveis, sonoros e luminosos. Nada há de errado nisto quando é feito com seriedade e sobriedade. O escritor e orador romano pagão, Quintiliano (†95), dizia que os gestos ´são a linguagem comum de todos os seres humanos´ e Santo Ambrósio, doutor da Igreja, dizia que ´os movimentos do corpo são como que a voz da alma´. No Antigo Testamento encontramos muitas procissões (1 Sam 6, 10´12; 2 Sam 6,3´5 e outras). A procissão é uma bela manifestação pública da fé que professamos.

Felipe Aquino

Como vencer o vício da Masturbação?

Esta luta contra a masturbação é um verdadeiro espinho na carne! Muitos outros jovens debatem´se contra ela. Voce não está sozinha nesta luta. O mais importante é NUNCA DESANIMAR ou DESESPERAR. Seria fazer exatamente o que o demônio gostaria. O Catecismo da Igreja diz : ´Na linha de uma tradição constante, tanto o Magistério como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intriínseca e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da relação sexual exigida pela ordem moral , que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana.´ O Catecismo também diz que ´para formar um juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a ação pastoral, se deverá levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral.´ (§2352) Leia com atenção o que está acima. Veja que a Igreja reconhece que a masturbação é uma falta grave, mas que a culpa moral pode ser atenuada por fatores sociais, psíquicos ou afetivos. Recomendo que você não se afaste de Deus e da Igreja por causa da masturbação; mas se confesse toda vez que cair nela. Penso que poderá comungar, se foi uma queda isolada, mas se foi uma queda repetida muitas vezes, então é melhor confessar antes. Realmente este pecado nos humilha; e santo Agostinho diz que é exatamente daí (nossa humilhação) que Deus tira algo de bom até do pecado, que não é da sua Vontade.

Até o pecado serve para a santificação.

Você terá que lutar contra este vício sempre; é mais ou menos como a droga bebida, que a pessoa parece que nunca fica curada, mas sustentada por Deus. Penso às vezes que o Senhor permite este tipo de coisa para nos obrigar a ser ´dependentes da sua graça´, o tempo todo. Assim ficamos cientes do nosso nada. Os remédios contra a queda na masturbação são os mesmos para os demais pecados: ´vigiai e orai´. Orar sempre, sem cessar. Certa vez um padre velhinho me disse que ´mosca não assenta em prato quente´; o demônio não derruba quem mantém o espírito aquecido pela oração, pela eucaristia, pelo Rosário, pela meditação da Palavra; enfim, pela vida espiritual. E depois, vigiar; fugir das ocasiões; esta é uma fuga heróica; a fuga da ocasião de pecado. O provérbio diz que ´quem ama o perigo nele perecerá´ e que ´a ocasião é que faz o ladrão´. Portanto, fugir de toda ocasião, leitura, conversa, revista, filme, etc, que exite a libido... A queda vem sempre depois de um descuido na vigilância... Isto é fundamental. Um remédio, também fundamental, será a Confissão, sempre que necessária; muitas vezes humilhante para nós; mas traz a cura de Deus. Enfrente. Sobretudo, na hora da tentação, o melhor pensamento será este: ´não voi pecar por amor a Jesus, pelo que Ele passou por mim na cruz dolorosa´. O sacrifício de não pecar, será, sem dúvida, uma grande oferta ao coração de Jesus; que estará torcendo pela nossa vitória. Nunca desanime e nunca se desespere. Imediatamente após cada queda, qualquer que seja, não importa quantas vezes você já tenha caído, ponha o joelho no chão e peça, de imediato, o perdão a Deus; tantas vezes quantas forem necessárias. Ele nunca nos negará o perdão. Não dê ouvidos ao demônio, que certamente dirá a você, depois da queda: ´está vendo, você não presta mesmo, deixe tudo, largue tudo, jogue´se de vez no pecado... Deus não vai te perdoar mais, porque abusa da sua misericórdia...´ Não lhe dê ouvidos nesta hora ! Saiba que esta luta árdua contra o pecado da carne tem uma recompensa; amadurece, engrandece, fortalece, e prepara para combates mais duros ainda. Siga em frente, sem olhar atrás; e que sobretudo, Maria, a Mãe da pureza te sustente. Agarre´se a Ela.
Deus te abençoe.

Felipe Aquino

Como é a ação dos anjos maus?

Deus permite que o demônio tente o homem, isto é, sugira-lhe más ações, para que por meio destas tentações, o homem se torne ainda mais puro e fortalecido na virtude. Sabemos que é pela luta, pela experiência, que cresce em nós a fortaleza e também a santidade. Então, Deus sabe usar até mesmo das más ações do demônio em nosso benefício. Enfrentando as tentações com a graça de Deus, podemos nos tornar melhores. Certa vez, o Papa Paulo VI disse essas palavras: `É claro que o pecado é um produto da liberdade do homem. Porém, no profundo dessa realidade humana, existem fatores em ação, que a colocam para além do meramente humano, na área limite onde a consciência do homem, a sua vontade e a sua sensibilidade estão em contato com as forças das trevas. Elas, de acordo com São Paulo, estão ativas no mundo quase a ponto de dominá-lo (Rm 7,7-25; Ef 2,2; 6,12)` (Papa João Paulo II, Exortação Apostólica à Reconciliação e à Penitência, julho 1993). Deus, na sua sabedoria, permitiu que Adão e Eva fossem tentados no Paraíso (Gen 3, 1-5); mas por causa desta queda terrível, que Santo Agostinho chama de `feliz culpa`, tivemos a honra de receber um tão grande Salvador; o próprio Deus se encarnou para nos resgatar; fez´se nosso Irmão, tornou´nos filhos de Deus. Deus permitiu que Satanás tentasse a São Pedro (que acabou negando Jesus por três vezes) (Lc 22, 31); e Jesus chegou a dizer a Pedro que `orou por ele`. Mas certamente esta tentação e esta queda tão dura de Pedro, fizeram´no mais humilde e mais preparado para ocupar o lugar de primeiro Papa. Não nos esqueçamos que Pedro era um tanto arrogante: `Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos.` (Lc 22, 31) Mas a resposta de Pedro, diante da situação perigosa daquela tentação que o Senhor lhe avisava, mantém´se presunçoso: `Pedro disse-lhe: Senhor, estou pronto para ir contigo tanto para a prisão como para a morte`. Jesus respondeu-lhe: `Digo-te Pedro, não cantará hoje o galo, até que três vezes haja negado que me conheces`. (Lc 22, 34) Vejo aí, nitidamente, que Pedro precisava de uma lição de humilhação para se tornar humilde, e preparado para ser o primeiro Vigário de Cristo na terra. Me parece que o Senhor permitiu que Satanás o tentasse até o ponto de faze-lo negar Jesus por três vezes. Mas, certamente Pedro se tornou muito humilde depois de derramar aquelas copiosas lágrimas de arrependimento, por não ter ouvido a Jesus que lhe avisava da tentação iminente. Deus sabe tirar o bem de todas as circunstâncias; Santo Agostinho nos garante que se Ele não fosse capaz de tirar um bem, mesmo do mal, Ele não permitiria que o mal existisse. Embora o Batismo elimine o pecado original, as suas seqüelas continuam em nós: os sofrimentos, a doença, a morte, a propensão ao pecado (concupiscência `fomes peccati`). O Concílio de Trento, o mais longo da história da Igreja (1545-1563), ensina-nos que: `Deixada para os nossos combates, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que, não consentindo nela, resistem com coragem pela graça de Cristo.` Mais ainda: `aquele que tiver combatido segundo as regras será coroado (2Tm 2,5)` (CIC § 405,1264). Santo Agostinho entendia que a permanência, da concupiscência em nós, mesmo após o Batismo, é uma oportunidade que temos de provar a Deus o nosso amor, lutando contra o pecado, por amor ao Senhor. Ele dizia que aquele que deixa o pecado por medo do castigo, e não por amor a Deus, acaba voltando a ele. É sobretudo, no rompimento radical com o pecado que damos a Deus a prova real do nosso amor filial. São Paulo nos lembra também que Deus não nos abandona na hora da tentação: `Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, ele vos dará os meios de sair dela e a força para suportar`. (1 Cor 10,13) E também é preciso dizer que nem toda tentação vem do demônio ´ talvez ele aproveite também delas ´ mas podem vir da nossa própria concupiscência, como ensina São Tiago: `Ninguém quando for tentado diga: `é Deus que me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.` (Tg 1, 13-15) Mesmo das más ações de Satanás, Deus é capaz de tirar coisas proveitosas para a nossa vida. É claro que isto não quer dizer que não devemos nos precaver contra a sua maldade. Jesus nos ensinou a rezar no Pai-nosso: `Livrai-nos do Mal`. Esse Mal, com M maiúsculo, disse o Papa Paulo VI, é o demônio, é um ser vivo, terrível e maldoso, dos quais nós precisamos defender com os auxílios da graça de Deus. (cf. Alocução `Livrai-nos do Mal, 1972) É fundamental, portanto, suplicar a proteção de Deus contra as insídias, as tentações e as maldades do demônio; mas não podemos achar que ele possa superar a ação ou o poder de Deus. Eu gosto muito daquela oração que a Liturgia faz o sacerdote rezar depois da oração do Pai-nosso, na Missa: `Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a Vossa paz; ajudados pela vossa misericórdia estejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo salvador. ` Também é de se recomendar a repetição fervorosa da mais antiga oração que a Igreja conhece, dirigida a Nossa Senhora, para pedir-lhe a proteção. Esta oração foi encontrada num fragmento de um pergaminho, no Egito, no começo deste século, e contém uma oração que os fiéis já faziam a Nossa Senhora, por volta do ano 230, isto é, em plena perseguição romana, no norte da África: `Debaixo da Vossa proteção nos refugiamos ó santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai´nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita.` Assim, os nossos primeiros irmãos mártires já se recomendavam aos cuidados maternos de Nossa Senhora. Portanto, não devemos ter medo do demônio; o medo é prejudicial em qualquer caso. É necessário estar em Deus e com Deus, e não temê-lo. Santa Teresinha dizia que sabia que o demônio era mais forte do que ela, então ela lhe virava as costas e se abrigava nos braços de Deus, contra quem ele nada pode. É muito mais seguro assim. `Se Deus está conosco, quem será contra nós?... Quem nos separará do amor de Cristo?` (Rom 8, 31.35).


Felipe Aquino

Por que só Comungamos a Hóstia e não bebemos o Vinho consagrado?

Em primeiro lugar é preciso dizer que em muitas igrejas as pessoas já Comungam sob as duas espécies, isto é, Pão e Vinho consagrados. Depende de cada Bispo essa autorização, desde que não haja risco de profanação.

É preciso entender que no Pão consagrado Jesus está em plenitude: corpo, sangue, alma e divindade; assim, quem Comunga o Pão eucarístico comunga plenamente. Da mesma foram Jesus está em plenitude apenas no Vinho. A distribuição do Vinho consagrado nem sempre é fácil, especialmente quando há grande multidão, e isso pode gerar profanação do Vinho sagrado, havendo derramamento do mesmo; além disso, a quantidade que não for usada não pode ser guardada no Sacrário porque se estraga, e Jesus não mais estará ali presente.

Por isso a Igreja optou pela Comunhão apenas no Pão consagrado.


Prof. Felipe Aquino

O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento?

A Igreja é muito discreta ao falar de sexo; por isso dou apenas a minha opinião, já que não conheço nada da Igreja que fale claro. Penso que o casal pode fazer todo tipo de carícias genitais que aceitam, fora o sexo anal, se precisam disso para chegarem juntos ao orgasmo. O marido pode fazer as caricias, inclusive orais, na esposa, desde que ela aceite. As posições podem ser usadas desde que ambos aceitem.

Veja o que diz o Pe. João Mohana no livro CÉU E CARNE NO CASAMENTO:
“Dentro da faixa de normalidade, o casal possui ampla liberdade de expressões eróticas aptas a saciar qualquer psiquismo sadio, qualquer corpo sensível, qualquer espírito cultivado. Toda as manifestações, todas as carícias, inclusive orogenitais, toda a linguagem física do amor compatível com a higiene, todas essas estão ao alcance de qualquer casal que gosta de sexo, mas não ambiciona deixar o sexo destruir o amor, liquidar o casamento”. (pg. 227).

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Igreja tem o poder de perdoar pecados?

Alessandro Lima

.Introdução

"Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).

Sabemos que o batismo é o primeiro grande sacramento do perdão dos pecados. Através do batismo somos inseridos na família de Deus (a Igreja) e temos nossas culpas perdoadas.

Mas se o Cristão que no ato do batismo recebeu a imagem de Cristo, vier a pecar e então manchar esta imagem? Como ele obterá o perdão do pecado se não pode ser rebatizado?

A graça do batismo embora seja regenerativa, não livra a natureza humana de cometer pecados. O batismo é na verdade a porta de entrada para a Graça do Senhor e não a única e exlcusiva opção. No combate contra a inclinação para o mal, nem todas as batalhas o homem é vencerá; nem sempre conseguirá evitar a ferida do pecado.

É necessário então que haja uma outra chance para que o batizado possa se reconciliar com Deus e a Santa Igreja.

Foi para este caso que Nosso Senhor instituiu em Sua Igreja, o Sacramento da Confissão.

Objeção Protestante

Os protestantes afirmam que o perdão dos pecados deve ser pedido diretamente a Deus. Afirmam que a Igreja Católica pregra contra o Evangelho porque ensina que os fiéis católicos devem confessar seu pecado ao padre, e que isto seria errado pois o padre é um homem pecador como qualquer outro e como poderia um homem pecador perdoar o pecado de outro pecador?

Se o padre pode batizar porque não pode perdoar pecados? Não é pelo batismo que obtemos o primeiro perdão dos pecados? Se podemos obter o perdão dos pecados quando o padre batiza, por que não podemos obter este mesmo perdão pelo sacramento da penitência (ou confissão)?

Para sermos coerentes, ou deveríammos ser batizados diretamente por Deus ou o padre também pode perdoar pecados.

Por que que a Graça que opera no ato do Batismo não pode operar também no ato do confissão ao sacerdote?

Qual será o ensinamento que Cristo deixou sobre o perdão dos pecados após o batismo?

Antes, veremos como Ele instituiu a confissão dos pecados na Antiga Aliança.

O perdão dos pecados na Antiga Aliança

Na Antiga Aliança os pecados não eram perdoados com a confissão direta a Deus. O pecado era confessado no Templo perante o sacerdote e o pecador tinha que oferecer um sacrifício especifico para obter o perdão de seu pecado (cf. Lv 4). Esta regra estabelecida por Deus era figura do Sacramento da Confissão. Como Ele mesmo disse, o Senhor não veio abolir a Lei, mas dar o seu correto cumprimento. Cristo vem para realizar aquilo que antes era anunciado em figura. O que Ele fez com a antigra regra de Moisés quanto à confissão e perdão dos pecados?

Veremos agora como a confissão dos pecados deveria ser na Nova e Eterna Aliança.

O perdão dos pecados na Nova e Eterna Aliança

A Igreja foi fundada para que seja o Cristo na terra, isto é, para que opere na terra tudo que Cristo operava, já que Ele deveria ir para o Pai. Como dizia Santo Ambrósio de Milão: "O Senhor quer que seus discípulos tenham um poder imenso: quer que seus pobres servidores realizem em Seu nome tudo o que havia feito quando estava na terra" (Sobre a Penitência, 370 DC).

O Senhor desejou que as coisas que Ele realizava fossem agora realizadas por meio de Sua Igreja.

Por isso Nosso Senhor primeiramente confere aos apóstolos o poder de batizar e autoridade de pregar o Evangelho, já que sem a fé Nele e sem o batismo ninguém pode se salvar (cf. Mt 16,15-16).

Depois Nosso Redentor confere aos Apóstolos o poder de perdoar pecados: "Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23).

O desejo de Cristo de que o perdão dos pecados deve ser obtido através da Igreja é bem claro. É um grande erro crer que o pecado pode ser confessado diretamente a Deus. Não foi este o desejo de Nosso Senhor.

Da mesma forma que sem Cristo não há perdão, sem a Igreja também não há, já que ela é o Cristo na terra.

Precedentes contra o Sacramento da Confissão

No início do século III, Novato - um sacerdote da Igreja em Roma - ensinava que não haveria mais esperança para aquele que viesse a pecar depois do batismo. Para ele era inútil o poder da Igreja de perdoar pecados. Novato consegue influenciar muitos membros do clero em Roma. Seus ensinamentos provocaram grande turbulência na Igreja Católica em Roma e então um Concílio regional é convocado para tratar da questão. Segundo o historiador da Igreja Primitiva, o Bispo Eusébio de Cesaréira, este Concílio "Contava com sessenta bispos e ainda um número maior de presbíteros e diáconos; nas províncias, os pastores examiraram em particular, conforme cada região, o que importava fazer. Foi tomada uma decisão geral. Fossem considerados fora da comunhão da Igreja, Novato, simultaneamente com os que se rebelaram com ele, e adotaram a opinião antifraterna e inteiramente desumana de Novato. Relativamente aos irmãos que haviam caído na infelicidade, era preciso tratá-los e curá-los pelos remédios da penitência" (História Eclesiástica VI, 43,2).

Em normas gerais, a heresia Novaciana negava o perdão dos pecados aos que caíram em pecado após o Batismo. Os sacerdotes novacianos, negavam ministrar o Sacramento da Confissão aos fiéis da Igreja.

Embora o Concílio Reginal de Roma tivesse condenado as teses novacianas, além de outros Concílios Regionais na próprio Itália, no Egito e na África, a heresia Novaciana ganhou grande terreno na Igreja Antiga.

Em meados do século IV, o Bispo Ambrósio de Milão (pai espiritual de Santo Agostinho) publica importante obra contra a heresia novaciana entitulada "Sobre a Penitência". A obra reafirmava a ortodoxia da Tradição recebida dos Apóstolos, de que a Igreja não poderia negar o perdão dos pecados aos fiéis e que recebera especial poder de Cristo exatamente para este fim. "Sobre a Penitência" foi definitiva para varrer as teses de Novato do seio da Santa Igreja.

Conclusão

O catecismo da Igreja Católica quanto ao Sacramento da Confissão, é fé antiga do Cristianismo. A Igreja Católica não modificou o Evangelho ( como acusam os homens de má fé ou ignorantes da memória Cristã), ao contrário ensina o Evangelho de sempre, assim como Cristo comunicou aos Apóstolos e estes nos deixaram através da Sagrada Tradição. Vimos que a própria Bíblia dá testemunho de que Cristo deu aos seus apóstolos o poder de perdoar pecados (cf. Jo, 20,22-23).

A tese que nega que a Igreja tenha o poder de perdoar os pecados, sempre foi tida como heresia nos primeiros séculos. Como pode ser agora aceita como fé legítima?

A Verdade é verdade sempre: ontém e hoje. A falta de memória cristã é arrasta e tem arrastados muitos a professarem o erro, achando que estão agradando a Deus.

Ficamos aqui com a reflexão de Santo Ambósio de Milão sobre aqueles que, como os novacianos, negam que a Igreja tenha o poder de perdoar pecados:

"Dizem eles [os hereges novacianos], porém, que prestam reverência ao Senhor, o único a quem reservam o poder de remir os crimes. Pelo contrário, ninguém lhe faz maior injúria do que aqueles que querem anular seus mandamentos, rejeitar o encargo que lhes foi confiado. Pois se o próprio Senhor Jesus diz em seu Evangelho: 'Recebei o Espírito Santo, e a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados, e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos'(Jô 20,22-23). Quem é que o honra mais: aquele que obedece a seus mandamentos ou aquele que resiste a eles?"(Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 2,6. 370 DC)

"Que sociedade podem então ter contigo [Jesus] estes que não aceitam as chaves do Reino (cf. Mt 16,19), ao negarem que devem perdoar os pecados?" (Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 7,32. 370 DC)

"É certamente isto que eles [os novacianos] confessam a seu próprio respeito e com razão; de fato, não podem ter a herança de Pedro aqueles que não tem a cátedra de Pedro, a qual despedaçam com uma ímpia divisão. Contudo, é sem razão que negam também que na Igreja os pecados possam ser perdoados."(Santo Ambrósio de Milão, Sobre a Penitência 7,33. 370 DC)

terça-feira, 18 de maio de 2010

BÍBLIAS DIFERENTES?

Autor: Alessandro Ricardo Lima
Fonte: http://www.veritatis.com.br

Muitas pessoas se surpreendem ao saber que a Bíblia utilizada pelos protestanes é diferente da Bíblia utilizada pelos católicos. Mas qual é a diferença?

Como já escrevemos, o catálogo sagrado foi definido pela Igreja Católica em 393 durante o Concílio de Hipona. A Igreja desde os tempos apostólicos, utilizou a versão grega dos livros sagrados, chamada Septuaginta.

Desde o séc. IV até o séc. XVI, a Bíblia era a mesma para todos os cristãos. A diferença ocorreu durante a Reforma Protestante, quando Martinho Lutero renegou 7 livros do antigo testamento (Tobias, Judite, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, trechos de Daniel e Ester) e a carta de Tiago do Novo Testamento.

Lutero renegou tais livros porque eram fortemente contrários à sua doutrina. Por causa de uma das colunas de sua doutrina a "Sola Fide" ou Somente a fé, Lutero alterou o famoso versículo "Mas o justo viverá da fé" (Rm 1,17) para "Mas o justo viverá somente pela fé", e renegava a Carta de Tiago, que ensina que somente a fé não basta, é preciso as obras. Devido ao prestígio que a Carta de Tiago tinha, Lutero não obteve sucesso ao excluir tal livro. Quanto ao Antigo Testamento, os protestantes então resolveram ficar com o catálogo definido pelos Judeus da Palestina.

Este catálogo Judaico foi definido por volta de 100 DC na cidade de Jâmnia, e estes foram os critérios estabelecidos pelos judeus para formarem seu cânon bíblico:

• O livro não poderia ter sido escrito fora do território de Israel;
• O livro teria que ser totalmente redigido em Hebraico;
• O livro teria que ser redigido até o tempo de Esdras (458-428 AC);
• O livro não poderia contradizer a Torah de Moisés (os 5 livros de Moisés).

Devido à enorme conversão de judeus ao cristianismo, principalmente os judeus de língua grega, é que os judeus que não aceitaram a Cristo, desenvolveram um judaísmo rabínico, isto é, um judaísmo ultra-nacionalista, para frear a conversão das comunidades judaicas ao cristianismo. Com este cânon bíblico, era proibida pelo menos a leitura de todo o Novo Testamento, que mostra fortemente o cumprimento da promessa do Messias na pessoa de Cristo.

Muitos dos originais hebraicos de alguns livros foram perdidos, existindo somente a versão grega na época da definição do cânon judaico. Isto significa que livros como Eclesiástico e Sabedoria, escritos por Salomão, não foram reconhecidos pelos judeus de Jâmnia, além de outros livros que foram escritos em aramaico durante o domínio caldeu e persa. Recentemente os arqueólogos encontraram em Qruman no Mar Morto, o original hebraico do livro Eclesiástico.

Estes livros do Antigo Testamento que não foram unânimimente aceitos são chamados técnicamente de deuterocanônicos.

Os protestantes entram então em grande contradição pois aceitam a autoridade dos Judeus da Palestina para o Antigo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Novo Testamento. Aceitam a autoridade da Igreja Cátólica para o Novo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Antigo Testamento.

Os apóstolos em suas pregações utilizavam a versão grega dos livros antigos, note que das 350 sitações que o Novo Testamento faz dos livros do Antigo Testamento, 300 também se referem aos livros deuterocanônicos.

O ROSÁRIO: ORIGEM E SIGNIFICADO

Autor: Alessandro Manoel da Silva ( NINO )
Fonte: http://www.veritatis.com.br

O costume de rezar em breves fórmulas de oração consecutivas constitui uma das expressões da religiosidade humana, independentemente do Credo que alguém professa. Entre os cristãos, tal hábito já estava em uso entre os eremitas e monges do deserto nos séculos IV e V. Tomou incremento especial no Ocidente: no fim do século X, havia entre os fiéis o costume de rezar o "Pai-nosso" certo número de vezes consecutivas. Esta prática teve origem, provavelmente, nos mosteiros, onde muitos cristãos professavam a Vida Religiosa, mas não estavam habilitados a seguir a oração comum, que compreendia a recitação dos salmos.

Para favorecer esses exercícios de piedade, foi-se aprimorando a confecção das "correntes" que serviam à contagem das preces. Esses instrumentos eram chamados "Paternoster" tanto na França como na Alemanha, na Inglaterra e na Itália ou, menos freqüentemente, "numeralia, fila, computum, preculae". Os seus fabricantes constituíam prósperas corporações, ditas dos "Paternostries" ou dos "Paternosterer".

Ao lado de tal prática, ia-se desenvolvendo entre os fiéis outro importante exercício de piedade, o costume de saudar a Virgem Santíssima; repetiam a saudação do anjo a Maria - "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1,28) -, acompanhada das palavras de Isabel - "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lc 1,42). A invocação subseqüente - "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém." - ainda não estava em uso na Idade Média.

Em conseqüência, por volta do ano 1150, os fiéis conceberam a idéia de dirigir à Maria, 150, 100 ou 50 saudações consecutivas, à semelhança do que faziam repetindo a oração do Senhor. Cada série de saudações - intercalada pela oração do "Pai-nosso" - devia constituir uma coroa de rosas ofertada à Virgem Santíssima; daí os nomes de "rosário" e "coroa" que se foram atribuindo a tal prática; também chamada "Saltério da Virgem Santíssima", conforme as séries de 150, 100 ou 50 "Pais-nossos", que faziam as vezes de Saltério dos irmãos conversos nos mosteiros.

Por volta de 1408, o monge cartuxo Henrique de Egher, ou de Calcar, redigiu um poema intitulado "Psalterium Beatae Mariae", no qual estimulava a recitação de um "Pai-nosso" antes de cada dezena de "Ave-Marias". Esta forma encontrou espontânea aceitação e tornou-se comum entre os fiéis.

Posteriormente, houve a associação da meditação à recitação vocal das "Ave-Marias". O dominicano Alan de La Roche, por volta de 1475, sugeria a recitação de 150 mistérios, que percorriam os principais aspectos da obra da Redenção, desde o anúncio do anjo à Maria até a morte da Virgem Santíssima e o juízo final.

Durante séculos, a maneira de celebrar o "Saltério de Maria" variou muito. Papel de relevo na orientação geral desta prática do Rosário coube à benemérita Ordem de São Domingos, à qual foi sempre muito caro esse exercício de piedade; através de Irmandades do Rosário, assim como por meio de pregações, escritos, devocionários, os dominicanos difundiram largamente a devoção.

Foi, finalmente, um Papa dominicano, São Pio V (1566-1572) quem deu ao Rosário a sua forma atual, determinando tanto o número de "Pais-nossos" e "Ave-Marias" como o teor dos mistérios que o devem integrar. O Santo Pontífice atribuiu à eficácia dessa prece a vitória naval de Lepanto, que, aos 7 de outubro de 1571, salvou de grande perigo a Cristandade ocidental; em conseqüência, introduziu no calendário litúrgico da Ordem de São Domingos a festa do Rosário sob o nome de "Festa de Nossa Senhora do Rosário". A solenidade foi, em 1716, estendida à toda a Igreja. A devoção foi, daí por diante, mais e mais favorecida pelos Pontífices Romanos, merecendo especial relevo o Papa Leão XIII, que determinou que fosse o mês de outubro dedicado à recitação do Rosário.

Em outubro de 2002, o Papa João Paulo II, através da Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae" propôs que se acrescentasse outros cinco mistérios àqueles até então contemplados no Rosário (mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos), chamados "mistérios luminosos" (ou da luz), que compreendem a vida pública do Salvador (do Batismo no Jordão até o início da Paixão). Esta sugestão teve o objetivo de ampliar o horizonte do Rosário, afim de que seja possível a quem o recita com devoção penetrar ainda mais a fundo no conteúdo da Boa Nova e conformar sempre mais a própria existência àquela de Cristo.

Por fim, é importante notar que o Rosário não é uma oração meramente vocal. A repetição das mesmas preces tem o objetivo de criar um clima contemplativo, que permita a meditação e o aprofundamento dos grandes mistérios da nossa fé, associados a cada dezena do Rosário. O aspecto meditativo ou contemplativo é essencial à recitação do Rosário.

EXISTEM ERROS NA BÍBLIA?

Autor: Ivo Storniolo/Euclides Balancin
Fonte: http://www.veritatis.com.br

Depende de como encaramos a Bíblia. Se a tomarmos como livro científico, então é evidente que muitas coisas não vão correponder ao que a ciência diz hoje: crianção do mundo em seis dias, idéia de como é feito o mundo, etc. Se considerarmos a Bíblia como livros escritos por Deus, milhares de perguntas surgirão: como Deus pode admitir que haja escravos? E como pode a mulher ser tratada desse jeito? Como pode permitir que haja tantas matanças?

Antes de responder se a Bíblia contém erros, é preciso ter presente duas coisas:

1. A Bíblia é Palavra de Deus na História dos Homens. Deus se serviu de autores humanos para escrevê-la. E eles o fizeram de acordo com a mentalidade da sua época, seus costumes, sua cultura e sua ciência. É dentro daquela época que a Palavra de Deus "se encarnou", veio até nós.
2. A Bíblia não pode e nem é um livro de edificação, onde tudo aparece puro e sem pecado. É diferente ler a Bíblia e ler um livro de espiritualidade qualquer, onde tudo nos eleva, nos consola. A Bíblia narra a "luta" de Deus para realizar o seu plano, o seu projeto no meio de homens que são pecadores e justos, bons e maus, fraternos e opressores, puros e corruptos.

É dentro dessa realidade humana que Deus age continuamente para salvar o homem. E essa é a finalidade em vista da qual a Bíblia foi escrita e é Palavra de Deus. Encarando assim, podemos dizer, dentro da nossa fé, que os "livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus, em vista da nossa salvação, quis que fosse colocada nas Sagradas Escrituras" (Dei Verbum, nº 179).

A "BESTA-FERA" (666) SÃO AQUELES QUE CALUNIAM O PAPA

Autor: Rogério Amaral Silva
Fonte: http://www.veritatis.com.br

Existem pessoas, que com um espírito anti-cristão, querem a todo custo desmoralizar o sucessor de Pedro, João Paulo II, por conseguinte, a Igreja Católica. Uma delas elaborou maldosamente um título para o Papa, "Vicarius Filii Dei" (Vigário do Filho de Deus, tradução do latim). Somando-se as letras, que em latim, possuem valores numéricos, resulta 666, o número da besta (ver Ap 13):

• V=5
• I=1
• C=100
• A=0
• R=0
• I=1
• U(=V)=5
• S=0
• F=0
• I=1 5+1+100+0+0+1+5+0+0+1+50+1+1+500+0+1 = 666
• L=50
• I=1
• I=1
• D=500
• E=0
• I=1

Quem elaborou este título foi o fundador das Testemunhas de Jeová, Charles T. Russel, os adventistas também costumam difamar o Papa com este falso título, mas é muito simples responder aos adventistas e testemunha de jeová sobre esta questão.

A acusação mostra apenas a insensatez, a ira, aversão e o espírito anti-cristão dos acusadores de São Pedro e seu sucessores. Vamos a algumas explicações que podem contrariar essas calúnias:

O texto do Apocalipse que se encontra no 13º capítulo, versículo 18 deste livro exige que a besta seja um homem e não um cargo (os chefes da Igreja Católica): "Eis aqui a sabedoria! Quem tiver inteligência, calcule o número da besta, porque é o número de um homem, e este número é seiscentos e sessenta e seis" (Ap 13,18). Existem nomes de homem que possuem letras suscetíveis de representação numérica em algum idioma. Por exemplo, do nome Ludovicus do latim, que em português se escreve Luis podemos retirar letras do alfabeto romano, cuja a soma resulta 666, confira:

• L=50
• U(=V)=5
• D=500
• O=0
• V=5 50+5+500+5+1+100+5=666
• I=1
• C=100
• U(=V)=5
• S=0



O seguinte jogo alfanumérico é dedicado aos adventistas que tanto caluniam o Papa, seguindo o exemplo dos testemunhas de Jeová. Ellen Gould White foi uma importante doutora e "profetisa" para os Adventistas que também caluniam o chefe da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, confira qual o resultado dos algarismo romanos que estão no seu nome:

• E=0
• L=50
• L=50
• E=0
• N=0
• G=0
• O=0
• U(=V)=5 50+50+5+50+500+(5+5)+1=666
• L=50 (Parece que o feitiço voltou-se contra o feiticeiro.)
• D=500
• W(=V+V)=5+5
• H=0
• I=1
• T=0
• E=0

A própria besta - thérion, em grego - também resulta 666 se somarmos os valores numéricos destas letras no hebraico:

• T=400
• R=200
• Y=10 400+200+10+6+50=666
• V=6
• N=50

Até mesmo Jesus poderia ser considerado a besta do apocalipse. Com efeito, as letras hebraicas do nome Jesus de Nazaré perfazem o total 666 (não se esqueça, os judeus escrevem da direita para a esquerda, por tanto faça o mesmo):

• Y=10
• R=200
• S=90
• N=50 10+200+90+50+6+300+10=666
• V=6
• S=300
• Y=10


Quem era besta afinal?

Antes de se procurar por algum nome, é necessário esclarecer que os livros bíblicos dirigem-se primeiramente a leitores imediatos, ou seja, da época em que vivia o autor de cada livro bíblico. Por tanto, é necessário fazer uma análise contextual e global entre o texto do apocalipse, seu autor, São João evangelista, e a história universal.

Quando Jesus Cristo ascendeu aos céus ele enviou a sua Igreja, então fundada, para que todos fossem ensinados e batizados sob sua assistência espiritual. No entanto, ao pregar tudo aquilo que ele prescreveu, a sua Igreja, formada pelos discípulos e liderada por Simão Pedro, se chocou com várias culturas pagãs. Uma delas era a falsa religião do Império Romano, que servia ao culto do Imperador.

Por esse motivo, em oposição à religião católica, o Imperador da época, César Nero decretou a perseguição aos cristãos por volta do ano 64 d.C. A perseguição durou por vários séculos e os primeiros Papas foram mortos. São Pedro, São Lino, Santo Anacleto (Cleto), São Clemente I... foram todos perseguidos durante os primeiros séculos da era cristã.

É preciso salientar que consiste um erro usar o latim para tentar decifrar o significado do número 666. O apocalipse é dirigido aos povos da Ásia menor, e o latim era falado na Europa Ocidental, por conseqüência, os habitantes da Ásia menor jamais entenderiam, sem um estudo de um idioma distante da sua realidade mais aprofundado, a interpretação do número 666 no idioma latim e não havia motivo para o autor deste livro, São João evangelista, trabalhar com esta língua ocidental, se ele, a princípio, se dirigia aos habitantes de sua terra (Ásia Menor). Sendo assim, devemos procurar uma interpretação relacionado com o idioma falado neste local, ou seja, o grego ou o hebraico.

Se procurarmos na língua hebraica um nome que se encaixasse como esse requisitos, poderemos chegar ao Imperador César Nero; Qsrnrun, em hebraico. Como foi explicado, Nero, foi um grande perseguidor dos cristãos e a soma dos algarismos hebraicos de seu nome resulta 666 (não se esqueça, os judeus escrevem da direita para a esquerda, leia da direita para esquerda):

• N=50
• U=6
• R=200
• N=50 50+6+200+50+200+60+100=666
• R=200
• S=60
• Q=100

Apesar de desconsiderarmos a língua latina nesta interpretação, existe uma "coincidência": caso se omita o "num" (N) final de Nero (n), dando-se a forma latina Nero ao nome, obtém-se o seguinte resultado: 666-50=616. Ora, alguns manuscritos gregos antigos apresentam 616 em lugar de 666).

Este jogo de letras numéricas chama-se gematria, que é a arte de atribuir valor numérico a determinado nome. Este procedimento era comum entre gregos, hebreus, latinos; as letras do alfabeto tinham valor numérico, de tal modo que a soma dos números de um a nove, correspondentes de um nome, resultavam no valor numérico do mesmo.

Desta forma, uma palavra podia ser substituída num texto por seu valor numérico; os intérpretes, ao lerem, deviam deduzir, a partir daquele nome número, o nome assim indicado. Esta era uma tarefa difícil, pois cada número suscitava diversas interpretações. Entre os vários exemplos que os antigos nos deixaram, citamos o das escavações de Pompéia (Nápoles, Itália), onde foi encontrada, gravada numa parede, a seguinte declaração de amor: "Phílo hes arithmós phme", ou seja, "amo aquela cujo número é phme" (ph=500+m=40+e=5, donde chegamos a 545).

A gematria inspirava-se no desejo de "revelar velando" em circunstâncias especiais. Ora, o autor do Apocalipse, ao escrever a fiéis cristãos da Ásia Menor, sujeitos à perseguição, procurava dizer-lhes algo que os confortasse, alundido ao Império Romano perseguidor.

Esta alusão, como se compreende, precisava ser reveladora e velada ao mesmo tempo, para evitar que os autores Católicos fossem descobertos e massacrados.

Bibliografia:
1. BETTENCOURT OSB, Estevão Tavares(1997), Católicos perguntam — São Paulo, Câmara Brasileira do Livro.
2. MOURA, Jaime Francisco de(2000), As diferenças entre: Igreja Católica e igrejas evangélicas, São José dos Campos, Ed. Com Deus.

A REENCARNAÇÃO E A FÉ CRISTÃ

Autor: Prof. Carlos Ramalhete
Fonte: http://www.veritatis.com.br

Um dos erros mais comuns hoje em dia é a crença na chamada "reencarnação", um mecanismo pelo qual uma pessoa teria várias "vidas" sucessivas, sendo uma pessoa ou outra em uma vida ou outra, vidas essas passadas por toda parte. Esta crendice é evidentemente incompatível com a Fé Cristã, com a Razão e com o próprio bom senso.

A crença na reencarnação é incompatível com a Fé Cristã

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo." (Heb 9,27), e a reencarnação pressupõe que cada homem teria várias mortes sucessivas, nascendo depois com outro nome, filho de outros pais, em outro país... segundo as crenças de alguns grupos reencarnacionistas, a pessoa poderia nascer com o sexo oposto ou não, ou até, segundo alguns (como os de tendência hinduísta, oriental), poderia nascer como animal ou como planta!

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega o valor dos Sacramentos (uma pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação"), nega Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo final.

Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados (segundo Allan Kardec, "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes." - o pecado, para um reencarnacionista, nunca é perdoado!) e prega um deus que se existe não age, e se age não perdoa. Tudo seria um mecanismo em que estariam presas as pessoas, pagando em uma "encarnação" os pecados cometidos em "encarnações" anteriores, dos quais não têm lembrança ou conhecimento, sem esperança alguma de perdão.

A crença na reencarnação é incompatível com a Razão

A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão, com o raciocínio lógico mais elementar. Afinal, para que seja possível aprender com um erro, é necessário que lembremos do erro cometido. Isto ocorre não apenas com os seres humanos, mas também com os animais. Um cachorro aprende a não satisfazer suas necessidades fisiológicas no lugar errado sendo castigado quando o fez, ou sentindo o cheiro do que fez para que se lembre de seu ato. Alguém que tentasse ensinar um cachorro a controlar sua bexiga esperando a hora em que o animal não mais se lembrasse do ato proibido para, de sopetão, castigá-lo, conseguirá na melhor das hipóteses traumatizar o pobre animal, nunca ensiná-lo a segurar a bexiga. Afinal, o pobre animalzinho não saberá porque terá sido castigado!

A crença na reencarnação pressupõe um deus punitivo e sem misericórdia, ou melhor, um mecanismo que funciona por conta própria em que as pessoas são punidas em uma vida por pecados de que não se lembram, por erros que não sabem que cometeram, com o único objetivo de expiar uma falta que desconhecem totalmente ter cometido. Assim, evidentemente, não pode haver aprendizado. Como poderia uma pessoa que sofre com conseqüências de um suposto pecado em uma teórica vida passada aprender a não mais cometer aquele pecado, se ela nunca soube tê-lo cometido?! Como poderia ela saber que errou, que está sendo punida por aquele erro e que não mais deve cometê-lo, se ela não tem lembrança alguma desta suposta vida anterior e só vê as misérias que sofre e que lhe parecem absolutamente desprovidas de valor, já que não tem como ligá-las com aquilo que teria sido a causa destes sofrimentos e que teoricamente os faria justos?

A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão pelo simples fato de que não ajuda em nada uma pessoa por pecados que ela não sabe ter cometido, como não faz sentido dizer ser a mesma pessoa (ou dar a ela uma punição!) quando ela nasceu de outros pais, com outro nome, em outro lugar, sem lembrança alguma de sua suposta vida anterior, de sua personalidade nesta "vida passada", de seus erros, acertos, ignorâncias e saberes.

Uma pessoa que não fala a mesma língua, não tem a mesma cultura, nasceu de outros pais, em outro país, não se lembra da "encarnação " anterior, não tem conhecimento algum de nada do que agora o afetaria, não é nem pode ser considerada a mesma pessoa que uma sua suposta "encarnação" anterior. Qual seria o ponto em comum entre essas pessoas? Apenas uma espécie de "carnê" de pecados a pagar, que seria passado de uma pessoa/"encarnação" para outra pessoa/"encarnação", sem que seja possível lembrar-se da origem daqueles sofrimentos, sem que seja levado nada de uma "encarnação" a outra a não ser os pecados a pagar.

Assim, podemos dizer que a crença na reencarnação pressupõe na verdade que os pecados cometidos por uma pessoa (João da Silva, nascido em Botucatu dia 25.I.65 e falecido em Belo Horizonte em 30.VIII.97, teria por pura maldade quebrado a perna de uma criança) são pagos por outra (José de Souza, nascido em 27.IX.97 em Belém do Pará, nascido com a perna aleijada). Ora, isso não apenas é injusto como é absurdo! Não é a mesma pessoa, já que não há nada (paternidade, nome, personalidade, naturalidade, cultura, conhecimentos...) em comum, e José de Souza não teria como saber que sofre pelos pecados de João da Silva, que teria morrido e deixado assim de ser punido pelos seus pecados, passados a José para que a pobre criança os pagasse!

A crença na reencarnação, além disso, é incompatível com a Razão (ao menos quando os reencarnacionistas afirmam que todas as "encarnações" ocorrem em seres humanos e na Terra) porque a população de hoje no planeta é equivalente à soma de todas as pessoas que cá já viveram até o século passado. Assim, cada pessoa poderia no máximo estar na primeira ou segunda "encarnação".

A crença na reencarnação é também incompatível com o bom senso mais elementar e é facilmente perceptível como apenas um reflexo do eterno orgulho humano quando percebemos que praticamente todas as pessoas que acreditam em reencarnação fazem questão de citar imediatamente supostas "encarnações" anteriores como reis, rainhas, pessoas famosas... conheço umas cinco ou seis Cleópatras!

Hoje em dia, com a queda dos padrões morais da sociedade, está também na moda ter sido uma prostituta elegante de alguma corte em supostas vidas anteriores. Isto reflete apenas as ânsias das pessoas, a sua incapacidade de enfrentar a realidade, mas evidentemente não corresponde à realidade.

Os Espíritas e a Igreja

Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:

"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."

Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân. 751). Ora, "o herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân. 1364 §1), ou seja, deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân. 1331 §1), não pode ser padrinho de batismo (cân. 874), nem de crisma (cân. 892) e não pode casar na Igreja sem licença especial do bispo (cân. 1071) nem ser membro de associação ou irmandade católica (cân. 316).

Imagens católicas ou ídolos pagãos?

As provas Bíblicas do uso de imagens e ícones na liturgia e devoção.

Fiquei muito satisfeito com a visita de dois Testemunhas de Jeová à minha casa. Foi muito desafiante ver que os dois eram bem firmes sobre sua crença. Um homem e uma mulher, Bíblia na mão, desejosos em começar a discussão. Uma foto colorida da estátua de Nossa Senhora de Fátima - a que verteu lágrimas em Nova Orleans - estava em um lugar bem proeminente na parede da sala. Os TJs não perderam tempo.

"Eu era católica, sabia?", ela iniciou, "até que compreendi que estava adorando ídolos ao invés de Jeová", disse candidamente. "Me livrei de todos os ídolos que tinha, e centrei minha atenção na Bíblia". Imaginei que se meus visitantes fossem Anglicanos ou algum outro ministro protestante poderíamos ter tido uma discussão mais racional sobre este assunto. Mas não com TJs. A maioria dos anglicanos da Austrália não relutaria em ver estátuas da rainha Vitória nos parques públicos. O mesmo se aplica ao capitão Cook e outros grandes personagens da história daquele país. Nem os protestantes dos Estados Unidos - clássicos ou pentecostais - acreditam que o Memorial Lincon em Washington é um templo pagão para adoração de um ídolo de fundição cujas características são de um presidente já morto.

Não. Todos sabem que aquelas estátuas possuem um propósito específico, isto é, relembrar a nós da pessoa que é honrada, suas virtudes e feitos pelo bem da nação. Se alguém pichar as estátuas da rainha Vitória ou de Abraham Lincon não estará simplesmente desfigurando um pedaço de ferro fundido, mas a memória da pessoa e, conseqüentemente, os valores da nação que por extensão estão representadas na pessoa da estátua. É por isso que imagens são feitas para honrar grandes homens e mulheres, e é por isso que temos fotos de nossos queridos em lugares especiais em nossas casas, e, às vezes, beijamos a figura de um filho ou filha morta, ou por saudade do noivo que está viajando, como expressão de carinho a ele ou ela.

Mas todas estas considerações são totalmente estranhas aos TJs. Tive de falar em uma língua que eles entendessem. Então comecei: "Estou satisfeito em saber que você se livrou de todos os ídolos de sua casa e centrou sua atenção na Bíblia. Isto é ótimo. Agora, diga-me, o que você me diria se eu adquirisse um Bíblia de você, e, ao invés, de ler, eu chutasse ela através da porta, rasgasse ela e terminasse fazendo aviõezinhos com suas páginas, que lançaria pela janela até a rua. Agora, o que você diria?" Terminei de dizer sorrindo.

Ela respondeu, "Diria que você não tem respeito pela Palavra de Deus, e irá receber a ira de Jeová..." "Por enquanto é só" - disse eu - "Mas o livro da Bíblia não é só... papel? Para quê esse exagero todo? Um dicionário, uma lista telefônica, um jornal e uma Bíblia são, estritamente falando, apenas papel e tinta! Porque vocês TJs seriam indiferentes se eu fizesse aviõezinhos de papel com papel de uma lista telefônica, mas não ficariam se eu os fizesse usando o papel de uma Bíblia?"

O rapaz estava doido para falar: "A Bíblia contém a mensagem de Jeová, e suas páginas devem ser tratadas com reverência e respeito pelo que representam. Uma lista telefônica ou um dicionário não representam da Palavra de Jeová Deus", ele concluiu, com um toque de seriedade pontifícia. "Pois é por esta mesma maneira que temos imagens", eu disse. "Não é o ferro ou madeira ou outro material usado que se faz importante, mas a personalidade representada, a mensagem que elas trazem".

"Devemos ser guiados pelo Bíblia, sabia" disse a mulher, bem treinada na maneira de mudar de assunto. "E a Bíblia é muito, muito clara quanto imagens e ídolos, sabia? Veja Ex 20,2-5. Aqui você vê os mandamentos de Jeová contra qualquer forma de ídolo ou estátuas, como preferir chamá-las. Posso ler para você na sua própria Bíblia, se preferir?" Ela tomou minha Bíblia da mesa de café, e suas mãos bem treinadas passearam pelas páginas. Então, com uma face ardente, ela leu bem alto: "Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma do que há embaixo da terra, nem do que há nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto. Porque eu o Senhor teu Deus sou um Deus ciumento".

Ela parou por um momento, para ter certeza que eu ouvi a mensagem, e, com um estudado aceno com a cabeça terminou dizendo que... "Como você vê, Jeová Deus abomina idolatria... sabia?"

"Sim, sabia", respondi. "Mas Deus não está condenando pinturas ou esculturas como uma arte, mas apenas as imagens ou outras representações que eram adoradas pelo povo. Você retirou o texto de seu contexto natural e transformou-o em um pretexto contra a Igreja Católica. Se você verificar outros textos paralelos, verá que o que Deus condena é a escultura de ídolos com o propósito de adoração destes mesmos ídolos, que são vistos como ?deuses? pelo povo idólatra, e não meramente imagens representando heróis nacionais ou santos. Veja, por exemplo, Ex 20,23 e 34,17; Lv 19, 4.26; Dt 4,23-24.27,15." (o leitor desta carta verifique, por favor, estas passagens).

"Quer dizer", falou o rapaz, "Que você está me dizendo que, se o povo não adorar as imagens como deuses mas simplesmente as honrar como representações de pessoas virtuosas, Jeová não levará em consideração?"

"Matou a charada, meu rapaz", respondi. "O que estou querendo dizer para você é ainda mais: Deus nosso Senhor ordenou que imagens fossem esculpidas! Ele disse ao povo para ter mais respeito a elas que qualquer Britânico teria com a imagem da rainha Vitória, ou qualquer patriota americano teria com o memorial Lincon ... sabia?" Conclui, com algo meio teatral.

A moça deu uma risada irônica que ecoou pela sala, como morcegos com um radar defeituoso em uma pequena garagem. "Mas você não encontra isto na Bíblia!!!", bradou ela. "É uma invenção católica romana, porque Jeová Deus nunca se contradiria! Como poderia condenar ídolos e depois ordenar que fossem esculpidos? Não pode ser, sabia disso?"

"Claro que não pode ser!", disse. "Isto não foi o que eu disse. Deus nosso Senhor condena a feitura de ÍDOLOS para adoração, mas ordena a escultura de IMAGENS para veneração"

O rapaz estava tão ansioso que sua transpiração atravessava sua nuca: eles achavam que finalmente tinham me encurralado. Deixei que eles tivessem alguns momentos de alegria, mas não muitos. "Posso mostrar a você na Bíblia"? perguntei.

"Seja nosso guia", responderam em uníssono. Peguei a Bíblia na mesa do café, enquanto eles se sentavam alegres e triunfantes. "Aqui está", disse. "Vocês sabem que o lugar mais sagrado mundo era o santuário que guardava a Arca da Aliança. Ela era tão sagrada que nenhum outro senão o sumo sacerdote podia toca-la. Ela continha as tábuas dos mandamentos. Em Ex 25,8 Deus diz: ?devem fazer um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles?. Agora, notem que Deus não disse que o santuário deveria ser para simboliza-lo, mas pêra Ele próprio. Ali Ele habitaria, no meio do povo. Agora, os versos 10 a 16 nos falam sobre a Arca da Aliança. Nos vv 17-21 Deus diz: ?Farás também o propiciatório [uma tampa, um opérculo, para a Arca, no qual o sumo sacerdote aspergirá sangue na festa reconciliação] de ouro puro... Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades do propiciatório, cubram ambos os lados, estendendo as asas e cobrindo o oráculo, e estejam olhando um para o outro com os rostos voltados para o propiciatório, na qual porás o testemunho que eu hei de dar."

Esperei um momento, e conclui: "Claro, poderíamos questionar sobre o estilo atual destas imagens de querubins, mas o assunto que permanece é que Deus ordenou que eles fossem esculpidos e colocados na arca."

Meus visitantes TJs estavam silenciosos, olhando para mim. "Não é incrível", continuei, indiferente, "que Deus Nosso Senhor se renderia a tantos detalhes para descrever as imagens que Ele quisesse ter entre os mais sagrados objetos da terra, a Arca da Aliança?"

"Mas estes eram apenas um símbolo dos querubins do paraíso, sabia?", disse a dama. "Não eram querubins reais, ou ídolos para ser adorados".

"Claro que não!", respondi, enfaticamente. "Eram imagens de querubins, o que é precisamente o que a Igreja Católica ensina" Não são ídolos, de outro modo Deus estaria se contradizendo, condenando e ordenando a mesma coisa. O propiciatório e as imagens dos querubins representavam o trono de Deus no céu, de onde Ele governa o universo.

"Além disso, no v. 22 do mesmo capítulo do Êxodo, falando sobre o propiciatório com suas duas imagens de querubim, Deus diz: ?De lá te darei as minhas ordens, em cima do propiciatório e do meio dos dois querubins, que estão sobre a arca do testemunho, e te darei todas as coisas que por meio de ti intimarei aos filhos de Israel?".

Meus visitantes estavam meio abalados. "Como vocês vêem", conclui, "Era entre duas imagens que Deus falava a seu povo. Certamente Deus não ordenaria a Moisés esculpir ídolos na Arca da Aliança, porque idolatria era - e é - uma abominação aos olhos do Senhor".

Deixei alguns segundos se passarem, e toquei a trombeta para uma outra batalha: "Quando Salomão construiu o templo, foi para cumprir uma ordem de Deus para construir uma morada para Ele, Deus, representada pela Arca. Vejam em Rs 7 (ou 1 Samuel na sua Bíblia). O profeta Natan diz: ?Diz o Senhor: Edifique uma morada para que eu possa habitar? - note como Deus não diz uma casa para a Arca habitar, mas uma morada para Ele mesmo. Ele estava presente onde a Arca estava, e com as famosas imagens"

"Não havia idolatria no templo, Jeová abomina idolatria", disse o rapaz, tentando achar um ponto essencial.

"Perfeitamente", respondi. Estava surpreendido o quanto concordava com meus amigos TJs. "Quando Salomão terminou o templo o livro dos reis diz (1 Rs 6,22-35), ?Nada havia no templo que não estivesse coberto de ouro, também cobriu de orou o altar do oráculo?, mas agora vem a maravilha. ?Pôs no oráculo dois querubins feitos de madeira de oliveira, de dez côvados de altura... Pôs os querubins no meio do templo interior. Tinham as suas asas estendidas, de sorte que uma asa tocava a parede, e a asa do outro querubim tocava na outra parede; e as asas juntavam-se no meio do templo. Cobriu também de ouro os querubins?".

Meus visitantes seguravam seus fôlegos. Continuei: "Vocês sabem o tamanho daqueles querubins? Os do propiciatório eram comparativamente pequenos, como as imagens dos católicos em suas casas, mas aquelas duas gigantes mediriam hoje 10 cúbitos (1 cúbito = 50 cm) de altura, o que seriam cerca de 5 metros de altura! Agora, é uma grande imagem, se me perguntarem! São maiores que as da Basílica de São Pedro no Vaticano...!"

Não dei trégua aos meus visitantes: "Mas não haviam somente imagens de querubins que ?Jeová? ordenou que fossem esculpidas para o Santo dos Santos: Também haviam esculturas nas paredes, assim como vocês vêem nas Igrejas católicas e nos monumentos. Aqui está, o mesmo capítulo, versos 29 a 35: ?Fez adornar todas as paredes do templo em roda com várias molduras e relevos, figurando nelas querubins, palmas, e diversas figuras...?. Os mesmos querubins e palmas foram esculpidas nas portas do oráculo, que foram revestidos de ouro, e na entrada dos pilares do Templo: todas as imagens foram revestidas de ouro. Mesmo o famoso véu do templo tinha querubins desenhados nele, como vocês podem ler em 2 Cr 3,7."

Tomei um pouco de ar e disparei: "Agora eu pergunto para vocês: Deus contradisse a si mesmo quando condenou a escultura de ídolos e logo depois ordenou a escultura de imagens colocadas no lugar mais sagrado do mundo, que Ele mesmo escolheu para habitar? Ou Ele sabia muito bem a diferença entre ÍDOLOS para adoração e IMAGENS para veneração?"

Meus visitantes tinham de dizer alguma coisa. O rapaz gaguejou: "Mas estas decorações foram idéia de Salomão, não de Jeová..." disse, meio que convencido.

"Nem tanto!" disse a ele. "As decorações seguem o rumo que Deus deu a Moisés para a Arca da Aliança e a Salomão para as imagens gigantes de querubins no Santo dos Santos. Além disso, Deus mesmo consagrou o templo e habitou nele, no dia da Dedicação. Você pode ver tudo isso no livro dos Reis. Vou ler somente alguns versos para vocês (eles não gostam muito quando católicos lêem a Bíblia para eles, mas eles não tinham escolha)".

"Sim, a dedicação do templo, vamos lá: ?Os sacerdotes trouxeram a Arca da Aliança do Senhor para este lugar, no oráculo do templo, para dentro do Santo dos Santos sob as asas dos querubins... Quando os sacerdotes saíram do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor, e os sacerdotes não podiam mais ministrar por causa da nuvem: PORQUE A GLÓRIA DE DEUS TINHA ENCHIDO A CASA DO SENHOR?".

"Vocês podem imaginar?", comentei. "A glória do Senhor encheu uma morada repleta de imagens!".

Meus visitantes ficaram pensando. E pensar é uma coisa muito boa para fazer: "Incrível, não é? A glória de Deus descendo sobre uma multidão de imagens, todas revestidas de ouro! Lembrem-se que o bezerro de ouro que os hebreus fizeram na no Monte Sinai também era revestido de ouro: isto foi condenado por Deus porque foi usado com o propósito de adoração como a um deus, mas não os querubins de ouro do santuário. Deus quis que eles fossem esculpidos para serem uma representação de Seu Trono no céu, tanto os querubins quanto os serafins

O bezerro era um ídolo, e devia ser destruído. Os querubins eram imagens, ordenadas por Deus para serem esculpidas, e glorificadas por sua própria presença. Esta é a diferença. Na Bíblia você pode ler que no livro da Sabedoria, 14,12-29, as grandes condenações à idolatria."

Neste momento minha esposa entrou na sala carregando uma bandeja: café, chá, biscoitos, e água gelada (o verão na Austrália é muito quente). Assim que colocou os itens na mesa, pegou o fim da minha leitura e sabia exatamente de onde eu estava vindo. Antes de sair ela lançou um pequeno desafio aos TJs, para ver se eles tombariam. E eles tombaram. Ela disse: "Deus ordenou que imagens fossem esculpidas somente na Arca e no Santo dos Santos, certo? Com certeza não há em nenhum lugar na Bíblia onde as imagens representem alguma coisa santa? Mas Deus ordenou a Moisés que fizesse uma imagem de uma serpente e colocasse em uma vara. E, milagrosamente, aquele que fosse mordido por uma serpente seria curado pelo simples olhar para a serpente de bronze"

Minha esposa ainda completou: "Milagres ocorreram através de uma imagem! Incrível como Deus pode confundir Seus inimigos..."

Tive, então, de completar o assunto sobre a serpente: "Agora, o bonito é que os hebreus eram tão curvados à idolatria que começaram a adorar a serpente como a um deus. O resultado, o Rei Ezequias teve de destruí-la. Vejam em 2 Rs 18,4. Trabalho bem feito! Vamos examinar isto: enquanto eles a usaram como uma imagem milagrosa por onde Deus curava as pessoas estava tudo bem. Deus concedia cura através dela. Mas quando eles começaram a adorar a imagem como um deus, quando começaram a queimar incenso a ela como um sinal de adoração, ela tinha de ser destruída. Não porque era um imagem de escultura, mas por causa do mal uso que fizeram dela. O princípio permanece: o abuso não destrói o uso."

"Mas, mas... estas coisas aconteceram somente nos dias das Escrituras dos hebreus, sabia?", disse a moça TJ. "Estamos vivendo agora no tempo comum, e as escrituras cristãs gregas nos libertaram dos preceitos da lei antiga, sabia? Jesus aboliu tudo e recomeçou uma nova".

"É só isso?", eu perguntei. "Então, em sua opinião, Jesus veio para destruir, não para cumprir; para abolir, não para trazer a perfeição; para encobrir,não para fazer as profecias do Antigo Testamento tornarem-se realidade no Novo. Não, meus amigos, Jesus deixou muito claro no sermão da montanha que Ele ?não veio para destruir, mas para cumprir?. Ele também disse que o povo não devia crer que Ele veio ?destruir a lei e os profetas?. Isto está em Mt 5,17. o que os hebreus possuíam apenas em figura, nós temos em realidade. Mas não preste atenção só em mim: veja as palavras de Jesus quando Ele diz ?assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve o Filho do Homem ser erguido, e todos que nele acreditarem não cairão, mas terão a vida eterna? (Jo 3,16).

Meus visitantes provavelmente não tinham percebido ainda que a serpente de bronze era um prefiguração de Jesus na cruz para trazer cura espiritual e vida eterna para aqueles que olharem para Ele com os olhos da fé. "Mas", iniciou o rapaz, "isto é muito interessante para os pontos de vista arqueológicos, claro, mas os cristãos primitivos não se reuniam em volta de uma serpente para veneração, sabia?"

"Seu sarcasmos não adiantou muito", respondi. "Você entendeu perfeitamente bem que a serpente era um símbolo no Antigo Testamento - veja Adão e Eva - e Jesus tomou nossos pecados sobre Ele para nos reconciliar com Deus. As serpentes fizeram as pessoas sofrerem e morrerem, assim como os pecados nos fazem sofrer e morrer eternamente.. os hebreus foram curados fazendo a vontade de Deus assim como foi dito a Moisés, o representante de Deus na terra: olhando para a serpente em uma vara, após terem pedido o perdão de Deus por Moisés. Quando nos arrependemos, somos curados dos nossos pecados por fazer a vontade de Deus como nos foi dito pela Igreja, a representante de Deus na terra: olhando com os olhos espirituais para Jesus na cruz, e pedindo a misericórdia de Deus através de seus sacerdotes, a quem Deus deu o poder de perdoar pecados. Jo 20,23".

"Mas foi a igreja católica quem inventou a confissão dos pecados por um padre, sabia?", disse a jovem moça TJ. "Por favor, não mude de assunto", respondi. "Fiz uma alusão à confissão somente para mostrar a realidade da crucificação de Jesus e a cura do povo no Novo Testamento sendo prefigurados pela serpente de bronze em um vara curando as pessoas no Antigo Testamento. Se vocês não podem ver isto, realmente me preocupo com vocês".

"Não há nenhuma menção na Bíblia de que os primeiros cristãos dos tempos pré-constantinianos se preocupavam com pinturas, imagens ou outras ?obras de arte?".

"Se você conhecesse a história dos primeiros cristãos, saberia que as catacumbas primitivas até hoje ainda possuem pinturas representando Jesus como o bom pastor, pão e peixe, a Arca de Noé e muitas outras representações. Se for à Roma, poderá vê-las se quiser. Um imenso número deles são da era pré-constantiniana. Você pode dizer que os primeiros cristãos não desenvolveram a arte de esculpir imagens ou pinturas religiosas nesta época: ora, eles eram perseguidos até a morte, e quando se é perseguido até a morte creio que não sobra muito tempo para desenvolver habilidades artísticas, você teria?".

Não achei que meus visitantes estavam entendendo o que estava falando. Eles pareciam interessados em mudar o assunto para a Confissão. Mas eu não estava interessado em começar uma nova discussão. Quando nos dirigíamos em direção à porta, minha esposa disse a eles, "não é interessante São Paulo dizer que Jesus é a imagem de Deus? Ele geralmente usa a palavra ?ícone? para dizer ?imagem?. Veja na carta aos Hebreus 1,3".

Como eles não comentaram, ela continuou: "E vocês sabiam qual foi o primeiro artista que produziu a primeira imagem, para ser respeitada e amada, ser cuidada e honrada, certamente, mas não para ser adorada como deus?" Nossos amigos subitamente pararam, cheios de curiosidade. "Quem foi este?", disse o jovem. "Com certeza Jeová não gostaria de uma imagem de si mesmo. Quem foi?".

"Você disse agora mesmo!", respondeu minha esposa dando seu sorriso costumeiro. "Foi Deus mesmo o grande artista da primeira imagem de si mesmo - e não estou falando de Jesus..."

quando nossos visitantes chegaram à porta, ela concluiu: "Leiam em Gênesis 1,26-27: Deus disse, ?façamos o homem à nossa imagem e semelhança... Deus criou o homem em sua imagem. Na imagem de Deus foram criados os homens. Homem e mulher os criou?". Agora eu tinha certeza que os TJs não tinham prestado atenção a isso. "Sim, meus amigos", continuou, "em linguagem Bíblica, o casamento cristão é a primeira e maior imagem de Deus na terra - e Deus mesmo fez esta imagem, este ícone, esta representação dele mesmo, não para ser adorada, mas para ser amada, respeitada, honrada. Tenham um bom dia, e venham novamente!".

Quando fechamos a porta, desejamos que nossos visitantes pensassem sobre as passagens Bíblicas e nos argumentos que demos para que considerassem.

Os cristãos devem perceber que a veneração dos ícones, e depois das imagens, tem sido uma tradição cristã desde das épocas das catacumbas. A primeira vez que uma oposição ocorreu contra seu uso foi no século 8 pelo imperador Bizantino Leão, o Isáurico. Influenciado pelo islamismo e pelo maniqueísmo, foi o grande promotor da heresia conhecida como iconoclasmo. Esta heresia foi condenada no 2º Concílio de Nicéia em 787 d.C. e não retornarama te a revolta de Lutero em 1517. é interessante notar que nas igrejas ortodoxas, que quebraram a unidade com Roma séculos antes de Lutero, mantiveram a tradição do uso dos ícones na liturgia e nas devoções de maneira intacta até hoje.